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Marketplace ou e-commerce: qual é mais vantajoso?

Eduardo Larbac - 20 de dezembro de 2019

Marketplace ou e-commerce: qual é mais vantajoso? Marketplace ou e-commerce: qual é mais vantajoso?

A internet tornou-se acessível para grande parte das pessoas no mundo. Só no Brasil, mais de 70% da população está ativa nas redes, o que equivale a mais de 126 milhões de internautas. Não é a toa que o e-commerce, está em um dos períodos mais fecundos.

Também chamado de comércio eletrônico, esse tipo de negócio conta com mais de 12% de crescimento ao ano.

Para se ter uma ideia, em apenas 6 meses, os comércios eletrônicos brasileiros conseguem obter um faturamento de R$ 26,4 bilhões e mais de R$ 65,2 milhões em volume de pedidos. 

Quanto aos consumidores, cerca de 55 milhões de pessoas afirmam ter fechado negócios online pelos e-commerces. Desse número, 15% dos usuários realizam pelo menos uma compra online a cada 12 meses. Com isso, os comércios eletrônicos tiveram um boom. 

Mais ainda, agora é possível encontrar lojas online dos mais diferentes setores, desde vestuários, brinquedos e artigos para decoração, até empresas especializadas em prestação de serviços, que vendem curso para dar aula de pilates ou aulas de idiomas.

Entretanto, além do e-commerce, o varejo virtual também é composto pelos marketplaces, outro modelo de negócios online, onde é possível comprar e vender produtos, mercadorias, serviços e conteúdos.

Apesar de semelhantes, há algumas diferenças entre esses dois tipos de comércios. Por conta disso, é preciso compreender mais sobre os tipos de negócios na internet, ainda mais quem está pensando em abrir uma empresa online. 

Saiba mais sobre as diferenças entre o e-commerce e o marketplace abaixo!

E-commerce: o que é, principais vantagens e estrutura de negócio

O e-commerce nada mais é que a loja virtual da sua empresa. Por exemplo, um nutrólogo para atletas pode criar um site personalizado, no qual oferece serviços, dicas, informações, contato e agendamento de consulta online.

No e-commerce, a sua empresa cuida de todo o processo, desde a produção do site, a divulgação de produtos/serviços, até a compra e a entrega ao cliente final.

É comum que alguns processos sejam terceirizados, principalmente no que concerne à logística e programação de websites, no entanto, a marca tem um domínio e estoque próprios.

A grande vantagem do e-commerce está na personalização da plataforma, que é totalmente voltada para empresa. 

Nesse modelo de negócios, somente o mix de produtos/serviços da loja é comercializado no site, com um espaço exclusivo e autônomo.

As principais vantagens do e-commerce

Além de ter autonomia para gerenciar a loja virtual, o e-commerce é a melhor maneira das empresas se destacarem da concorrência online. 

Isso porque os usuários têm acesso somente aos produtos/serviços da loja e a plataforma não apresenta outras opções de valores.

Por exemplo, se uma loja de móveis de plástico para área externa possuir um e-commerce, o usuário pode entrar no site da empresa e verificar somente os produtos oferecidos pelo estabelecimento, sem ter acesso ao conteúdo de uma loja concorrente.

O e-commerce também possui uma taxa de conversão de leads (transformação de usuários em potenciais clientes) maior, em comparação aos marketplaces. 

Muito disso deve-se à alta segmentação do público, já que o comércio eletrônico pode atrair pessoas realmente interessadas no tipo de produto/serviço que oferece.

Além disso, o e-commerce dá mais liberdade ao lojista, especialmente nas estratégias de marketing. Desse modo, é possível desenvolver campanhas mais efetivas, com maior probabilidade de aumento de vendas.

Imagine que uma academia para obesos deseja investir em um site personalizado, com uma página exclusiva de acesso aos alunos.

Nela, eles podem acompanhar o progresso das aulas, os resultados (se está perdendo peso ou não), entre outras informações importantes sobre saúde. 

O e-commerce permite esse tipo de programação, tornando o site mais interativo aos usuários.

Entre outras vantagens do e-commerce, destacam-se:
  • Ausência de taxas para terceiros;
  • Melhor relacionamento com os clientes;
  • Maior percepção de autoridade da empresa no mercado;
  • Possibilidade de focar somente em vendas online.
Devido a todos esses pontos, muitas empresas optam pelo e-commerce, mesmo sendo uma alternativa de maior investimento, em comparação com o marketplace. 

E o marketplace? Vale a pena?

O marketplace é um site coletivo de vendas. Nesse modelo de negócio, temos uma plataforma online que reúne inúmeras lojas em um mesmo site, oferecendo inúmeros tipos de produtos/serviços aos usuários. Por isso, ele é comparado a um shopping center virtual.

O primeiro marketplace do Brasil surgiu em 2012 e, desde então, esse tipo de negócio só cresceu.

Entre 2014 a 2018, registrou-se um aumento de 90% no número de sites coletivos de vendas, com faturamento médio de R$ 73,4 milhões.

O número de produtos expostos e vendidos nos marketplaces também saltou de 6,3 milhões em 2017 para 8,9 milhões em 2018. A perspectiva de crescimento em quantidade de produtos é de 40,2% ao ano.

Outro dado interessante aponta o perfil dos usuários dos marketplaces. Seis a cada dez clientes (58%) são fidedignos à plataforma, ou seja, realizam mais de uma compra no shopping virtual por ano. 

Cerca de 89% dos usuários diz que a experiência de compra em marketplaces foi boa ou ótima.

Muitos usuários preferem comprar nos marketplaces pela possibilidade de comparação dos produtos/serviços. 

Por exemplo, ao buscar por uma cinta pós cirurgica lipoescultura, os sites coletivos apresentam uma diversidade de modelos, de diferentes lojas.

Assim, é possível escolher o produto que mais agrada o cliente, seja pelo preço, qualidade, condições de pagamento e outros fatores.

As principais vantagens do marketplace

A grande vantagem do marketplace está na facilidade de gerenciamento e controle dos processos operacionais. 

Por ser um site que reúne várias empresas, os lojistas não precisam se preocupar em manter a plataforma ativa e gerenciar conteúdo – tudo isso é feito pelo próprio marketplace responsável.

De modo geral, o marketplace serve apenas para exposição dos produtos. Ele registra a venda, repassa os valores às marcas parceiras e recolhe uma porcentagem do negócio. O envolvimento é menor, dispensando uma operação logística complexa.

Além disso, o valor de investimento no marketplace é muito menor, em comparação ao e-commerce. Como consequência, os lojistas podem ter uma margem de lucros maior, pois não precisam lidar com gastos de manutenção do site, entre outras operações digitais.

Outro ponto extremamente vantajoso diz respeito à segurança. Ao trabalhar com a internet, é preciso ficar atento às possíveis invasões de hackers, bem como a perda ou roubo de dados das empresas e dos clientes. 

No marketplace, todo o controle de segurança é feito pela plataforma responsável, oferecendo muito mais segurança aos lojistas.

Mas, afinal, devo investir no e-commerce ou no marketplace?

Tanto o e-commerce quanto o marketplace possuem vantagens e desvantagens. Para empresas que estão entrando no mercado virtual agora e não possuem um valor alto de investimento, pode ser mais interessante começar por um marketplace.

Após isso, aos poucos, pode ser interessante construir uma plataforma e-commerce. Ademais, os dois tipos de negócios não são excludentes. 

Um fornecedor de refeições coletivas, por exemplo, pode ter um site próprio e também uma parceria com marketplace, com a venda de outros produtos.

Nesse contexto é possível focar na venda de refeições no e-commerce, enquanto no marketplace, a venda de equipamentos para restaurantes pode ser priorizada. Com isso, pode-se alcançar ainda mais usuários.

Contudo, dependendo do seu tipo de negócio, o e-commerce pode fazer toda a diferença. Por exemplo, um laboratório para análise clínica infantil tem mais credibilidade no mercado quando possui um site próprio.

Principalmente quando a plataforma permite acesso às informações de exames e diagnósticos.

É fundamental ter um planejamento concreto, antes de investir no e-commerce. Assim como no mundo real, os comércios virtuais precisam ser bem estruturados, com um projeto sólido e com boas perspectivas.

Afinal, a falta de objetivos e metas, bem como de dados financeiros e possíveis riscos, pode comprometer todo o seu negócio.

Resumidamente, o e-commerce é um bom aliado para quem deseja vender produtos/serviços específicos, para um determinado nicho de público.

Esse tipo de negócio ganha pela qualificação dos leads, ou seja, grande parte dos usuários que acessam sites próprios da empresa sabem exatamente o que querem.

Já o marketplace ganha em volume, pelos lucros percentuais de uma grande quantidade de vendas realizadas. 

Nem sempre o usuário que está no marketplace busca pela sua empresa, mas acaba fechando negócio quando percebe que o seu produto/serviço oferece o melhor custo-benefício, em comparação à concorrência.

Se você quer apenas conseguir mais leads, pode ser interessante ter uma parceria com marketplaces para a venda de cupons de descontos exclusivos. 

Isto é, uma clínica de estética pode ter um site próprio, mas disponibilizar desconto em preenchimento facial bigode chinês para os usuários que comprarem o procedimento em um marketplace parceiro. Também é uma forma de integrar os negócios!

Vale ressaltar que 7 a cada 10 brasileiros realizam compras pela internet, incluindo nos e-commerces, marketplaces e outras lojas virtuais. 

Portanto, independentemente do tipo de negócio que escolher, a sua empresa terá uma porcentagem significativa de lucros e grande potencial para crescer online.

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Eduardo Larbac é especialista em Marketing Digital. Sua meta é ajudar pessoas a realizar o sonho de criar um Negócio Online a partir do zero.

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